segunda-feira, 18 de outubro de 2010

"VOCE SUAS ESCOLHAS E SUAS ESCOLHAS FAZEM VOCE"

E se fosse apenas você que sofresse as suas escolhas até seria justo.
No entanto, há escolhas que afetam o coletivo, como acontece nas eleições, em qualquer instancia da vida social, que vão do síndico a presidente do pais
Existem as escolhas da vida cotidiana, doméstica e íntima das práticas conscientes ou inconscientes do cuidado de si, cuidado do outro e ainda os hábitos de consumo em geral.
Estamos fazendo escolhas o tempo todo... e sofremos ou usufruímos das suas conseqüências...



Encontro na literatura orientações para construir meus caminhos e como a humanidade se desenvolveu muito pouco em termos de consciência nos últimos séculos, ao ler frases de poetas, dramaturgos e filósofos, a identificação faz aflorar as sensações... a reflexão...
Tenho formação em Artes Cênicas e naturalmente textos e autores do teatro me surgem na lembrança... e poderia citar um dos tantos textos escritos e ditos com voz teatral em prol do despertar da consciência, do pensamento, mas a urgência e dormência dos dias que vivemos, fizeram estes dois textos de Brecht, tão diretos... que gritam as verdades com palavras duras... como contadora de história, quase os preteri, e me dediquei a procura de um conto cheio de metáforas que penetrassem com cuidado e amorosidade ao ouvido anônimo dos colegas da rede... mas fiz minha escolha... com toda intenção de que possa contribuir e não ferir... pois que outra razão há em manifestar-se senão valores maiores que nós mesmos...

QUEM FAZ A HISTÓRIA
Quem construiu a Tebas das sete portas?
Nos livros constam os nomes dos reis.
Os reis arrastaram os blocos de pedra?
E a Babilônia tantas vezes destruída
Quem ergueu outras tantas?
Em que casas da Lima radiante de ouro
Moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros
Na noite em que ficou pronta a Muralha da China?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os levantou?
Sobre quem triunfaram os Césares?
A decantada Bizâncio só tinha palácios
Para seus habitantes?
Mesmo na legendária Atlântida,
Na noite em que o mar a engoliu,
Os que se afogavam gritaram por seus escravos.
O jovem Alexandre consquistou a Índia.
Ele sozinho?
César bateu os gauleses,
Não tinha pelo menos um cozinheiro consigo?
Felipe de Espanha chorou quando sua armada naufragou.
Ninguém mais chorou?
Fredrico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Uma vitória a cada página.
Quem cozinhava os banquetes da vitória?
Um grande homem a cada dez anos.
Quem pagava as despesas?
Tantos relatos.
Tantas perguntas.
Bertolt Brecht - (1898-1956)



O ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.

Bertolt Brecht - (1898-1956)



Previnida a voz dos descrentes e desconfiados, afirmo que não tenho vinculação com nenhum partido. Como cidadã procuro me informar e votar no político/candidato menos pior, voto nas suas referências, na sua história... Não sou funcionária pública ou assessora de nenhuma instituição, nem tenho projetos subsidiados pelo governo atual.
Sou artista e gosto de ler e pensar sobre o mundo a minha volta, tenho consciência de sou uma célula do imenso tecido humano e natural... Humanidade/Brasil/Terra... tenho consciência de que contribuo no processo de manutenção e desenvolvimento deste todo e busco escolhas para uma melhor condição do viver e para que todos possam conhecer o melhor da vida... utopia? eu penso em possibilidade... construção...

O ANALFABETO POLÍTICO

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguel, do sapato e do remédio
Dependem das decisões políticas.
O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.
Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Pilantra, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.
Bertolt Brecht - (1898-1956)

Você faz suas escolhas e suas escolhas desenham o mundo para todos...

Cláudia Regina Telles

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