terça-feira, 10 de maio de 2011

BACHELARD:o filósofo e o poeta

O Trabalho solitário do filósofo e do poeta
A obra de Gaston Bachelard contém duas facetas: a poesia e a ciência. Seria pois mutilá-la se separássemos o sonho do rigor racional. A diversidade do seu pensamento exprime a plenitude da vida de Bachelard: ele é simultaneamente aquele que, face às experiências «despedaçadas e despedaçantes» reivindica a interioridade da existência na sua mesa de trabalho, e aquele que denuncia «o sonho enfadonho do que se imobiliza no seu canto». Para saber sonhar é preciso estar-se profundamente apegado ao real, não somente aos elementos da matéria, mas às palavras e à sua poesia, não somente à casa natal, «natal e sonhada» de Bar-sur-Aube, mas às ruas de Paris e às lutas humanas. A obra de Bachelard está enraizada no concreto. Sem dúvida, estas duas vertentes da sua obra, o sonho e o racional da ciência, são em certo sentido antitéticas. Mas Bachelard conciliou essas duas exigências, através de uma atitude: a recusa de qualquer dogmatismo.
O Epistemólogo polemista
Gaston Bachelard coloca a coragem intelectual no centro da sua reflexão, e isto desde as suas primeiras obras sobre o trabalho científico: a sua tese sobre O Conhecimento Aproximado, depois O Novo Espírito Científico, publicado em 1934. Nelas mostra a razão aberta ao futuro, sempre capaz, na conquista da liberdade, de pôr em causa os princípios sobre os quais se apoiara tranquilamente até esse momento. Bachelard sublinha que, no progresso do pensamento científico, os adquiridos se formam de modo descontínuo, por ruptura. Baseia-se como prova nas crises do início do século xx: a crise da relatividade, do determinismo, da teoria dos conjuntos. O seu contributo fundamental foi ter analisado os «obstáculos» epistemológicos que existem no próprio interior do pensamento, nas profundezas do inconsciente, muitas vezes culturais, do psiquismo. Desse ponto de vista, A Formação do Espírito Científico e A Psicanálise do Fogo, que datam do mesmo ano (1938) são as mais instrutivas. A sua obra é uma ajuda preciosa para desmontar o mecanicismo, a ciência espectáculo, a análise fragmentada, a redução ao simplismo, a noção estática da matéria, à qual correspondem os conceitos deturpados. Bachelard convoca a «filosofia do não» para marcar o seu contributo para uma dialéctica do conhecimento que se opõe a uma concepção deturpada da razão. Designa o pensamento como um «sobreracionalismo». Alguns historiadores e filósofos das ciências criticam-no hoje em dia, pela audácia das suas formulações. Mas isso é esquecer que o pensamento de Bachelard não tem nada de académico e que ele é voluntariamente polémico, na sua vontade pedagógica de denunciar os bloqueios, os «erros e os horrores» da razão.
A Exploração da imaginação criadora
Valorizando a liberdade criadora, Bachelard reabilita a imaginação. Próximo da fenomenologia ou da psicanálise, rejeita uma concepção «coisista» da imagem. Segundo ele, a imaginação está aberta, «toda para o futuro». Através da psicanálise das imagens, como da inteligibilidade da ciência, procura penetrar na riqueza inesgotável do real, cuja profundidade é vivida antes de ser pensada. A imaginação é a própria força do psiquismo, mas é preciso saber aprender a sonhar, pois o devaneio poético, que Bachelard opõe ao devaneio da sonolência, pressupõe uma disciplina. Ele é «desenvolvimento do ser e tomada de consciência». Contrariamente a Bergson, defende a força da linguagem, que cria o ser. Se o imaginário pode ser criador de realidade, se nos «abre uma via nova», não é porque a imaginação exprime, antes de mais, a afirmação do ser humano na natureza? «A descoberta do outro passa pelo Cosmos», escreve Bachelard. A riqueza e a diversidade concreta, «exuberante», da obra de Bachelard abre-nos para a densidade do mundo.
• OBRAS PRINCIPAIS
O Novo espírito científico (1934); A Formação do espírito científico (1938); A Psicanálise do fogo (1938); A Água e os sonhos (1942); A Terra e as fantasias da vontade (1948); A Poética do espaço (1957). Ed. Portuguesas: O materalismo racional, Lisboa, Ed. 70, 1953; A Epistemologia, Ed. 70, 1981; A Filosofia do Não: Filosofia do novo espírito científico. Presença, 1984; (nota d'O Canto: A Poética do Espaço, São Paulo, Martins Fontes, 1998).

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(Dicionário Prático de Filosofia, verbete Bachelard)

FONTE http://ocanto.esenviseu.net/bachld1.htm

quinta-feira, 5 de maio de 2011

SEMANA DOS MUSEUS

NOVA Representação da Literatura no Conselho Municipal de Cultura de Itajaí

Itajaí, 05 de maio de 2011

Colega escritor, poeta, educador, editor, contador de história, leitor, gestor e produtor cultural de Itajaí

É preciso escolhermos novas Representações da Literatura no COMUC/ Conselho Municipal de Cultura de Itajaí para 2011

Portanto, estarei recebendo propostas de datas, local e hora para reunião, para podermos reunir o máximo de escritores possíveis, e previamente indicações ou auto-indicações de nomes para compor a nova representação de LITERATURA no COMUC, através do e-mail camarasetorialliteraturaitajai@gmail.com

Cláudia Regina Telles
Suplente da Representação da Literatura no Conselho Municipal de Cultura de Itajaí

Representação da Literatura no Conselho Municipal de Cultura de Itajaí
camarasetorialliteraturaitajai@gmail.com

PELO PARTO NATURAL

Abertas as inscrições do XV Congresso Brasileiro de Folclore

Palestras, oficinas, cursos, exposições e cerca de 100 pesquisadores e folcloristas participarão deste encontro em São José dos Campos

Estão abertas as inscrições para o XV Congresso Brasileiro de Folclore, realizado pela Comissões Nacional e Paulista de Folclore, com a produção da Abaçaí Cultura e Arte e apoio do Governo do Estado de São Paulo. O evento, que acontecerá entre os dias 11 e 15 de Julho no município de São José dos Campos, interior de São Paulo, reunirá 100 pesquisadores de todos os Estados para palestras, oficinas, vivências e apresentação de manifestações folclóricas diversas como dança, música, artes plásticas e literatura.

Com o tema História e Folclore: caminhos que se entrecruzam, e através de abordagens transdisciplinares, o XV Congresso visa a atualização, diversificação e entrecruzamento de estudos recentes com pesquisadores contemporâneos que investigam as peculiaridades atuais das culturas populares/tradicionais e o reconhecimento e a valorização da diversidade cultural, dos âmbitos da educação e de diversos segmentos das políticas públicas governamentais.

O Congresso contribuirá para o desenvolvimento de pesquisadores e estudiosos da cultura popular/tradicional e áreas afins, bem como outros produtores culturais, por meio do conhecimento, divulgação e discussão sobre os estudos de manifestações populares/tradicionais, suas diversas metodologias e áreas de pesquisa e ampliando e favorecendo a discussão dos novos paradigmas que norteiam o saber popular.

A partir do tema central do XV Congresso Brasileiro de Folclore, os eixos temáticos abordam Religiosidade; As políticas públicas; Patrimônio Imaterial da Cultura; Mesa Brasileira Tradicional; Cultura Popular e Turismo, Folguedos Populares; A música nossa em todos os sons; Literaturas; Arte e artesanato; Medicina popular.

Informações e programação completa sobre a composição das mesas e o curso de atualização para professores, estão disponíveis no site www.xvcongressodefolcloresp.org

Programação Permanente - Todos os dias de 10 às 21h

Painéis com trabalhos iniciação científica
Revelando São Paulo - Mostra de artesanato e gastronomia tradicional, feira de livros, Cds.
Exposição de Fotos Etnográficas
Exibição de Vídeos - Documentais Etnográficos
Mesas redondas
Dias: 12, 13 e 14
Horários: 9h – 10h30 / 10h30 – 12h /14h - 15h30

MR1 Políticas públicas para o Patrimônio Imaterial da Cultura
MR2 O Patrimônio Imaterial da Cultura nas Constituições Brasileira e Paulista
MR3 Convenção da Diversidade: Unesco e Plano Nacional de Cultura
MR4 Mesa Brasileira Tradicional – a diversidade que se exibe aos sentidos
MR5 A cultura tradicional e a sustentabilidade
MR6 Festas e folganças – a corporalidade
MR7 A música tradicional em todos os tons
MR8 Turismo, a saciedade dos sentidos – vivências que renovam
MR9 Só se ama aquilo que se conhece - a Educação e o Patrimônio Imaterial da Cultura


Painéis
Dias: 12, 13 e 14
Horários: 9h – 10h30 / 10h30 – 12h /14h - 15h30

P1 A História e os saberes tradicionais: caminhos que se entrecruzam
P2 Folclore na era digital: novas abordagens das culturas tradicionais
P3 Mãos que fiam, modelam, transformam – a arte e o artesanato identitários
P4 Palavras que encantam - a tradição na poesia, na prosa, nos casos
P5 Identidades e Identificações no Brasil
P6 Desterritorialização: o regional na nacional e o universal no seu quintal
P7 CNF: a importância de seus arquitetos
Grupos de trabalho
Dias: 12, 13 e 14
Horários: 14h – 18h

GT1 Religiosidade: Expressões de necessidades dos homens de todos os segmentos social
GT 2 As políticas públicas
GT 3 Patrimônio Imaterial da Cultura
GT 4 Mesa Brasileira Tradicional
GT 5 Cultura Popular e Turismo
GT 6 Festas e Folguedos Populares
GT 7 A música nossa em todos os sons
GT 8 Literaturas
GT9 Arte e artesanato
GT10 Medicina popular: meizinhas e benzimentos
GT11 Folclore e práticas educacionais


Serviços:
XV Congresso de Brasileiro de Folclore
De 11 a 15 de Julho de 2011
São José dos Campos – São Paulo

Inscrições:
Até 20 de maio de 2011 (para participantes com trabalhos)
Até 30 de junho de 2011 (para participantes sem trabalhos)
E-mail: inscricao@xvcongressodefolcloresp.com

Valor:
R$ 50,00

Contatos
Produção: Antonieta, Maria Regina - 11 3312 2900 producao@xvcongressodefolcloresp.com
Imprensa:Diego Dionísio - 11 33122900 /11 96888412 imprensa@xvcongressodefolcloresp.com

terça-feira, 3 de maio de 2011

Cachorro não é brinquedo

Cachorro não é brinquedo: tem infância, juventude e velhice. Posse responsável é cuidar do bem-estar do animal do início ao fim da vida.

“A cada ano centenas de cães são abandonados porque seus donos se cansam de brincar com eles.”

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A literatura catarinense

Ítalo Puccini*

Desde o dia 30 de outubro está acontecendo, em Porto Alegre, a 55ª Feira do Livro. Uma das maiores feiras do livro do país conta, nesta edição, com a participação de 170 autores e ilustradores de literatura infantil e juvenil. E, para os adultos, acontecem 38 oficinas e 173 mesas redondas dividindo a atenção com quase 200 expositores-livreiros.
Este ano a feira tem como país homenageado a França, integrando a programação do Ano da França no Brasil. E, como Estado convidado, Santa Catarina.
Dessa forma, a Fundação Catarinense de Cultura convidou, para participar da Feira do Livro de Porto Alegre, alguns escritores catarinenses que têm se destacado, estadual e nacionalmente, não só por suas produções literárias, mas pela disseminação da literatura produzida no Estado.
Fazem parte deste grupo, entre outros, os escritores Marco Vasques, Cristiano Moreira, Fábio Brüggemann, Dennis Radünz e Carlos Henrique Schroeder, que por lá estão autografando seus livros e conversando sobre a literatura catarinense em diferentes momentos da feira. Um fato que orgulha a nós, catarinenses, sem dúvida, pela abrangência que a literatura produzida por aqui tem alcançado. Uma literatura com nomes já consagrados, como Salim Miguel e Cristovão Tezza, que prima pela qualidade estética e narrativa, e que, ano após ano, põe em evidência nacional novos autores e suas obras.
E para nós, de Jaraguá do Sul, a satisfação não se deve somente ao destaque literário do Estado, mas, em particular, ao fato de termos um autor, senão oriundo daqui, que nesta cidade produz e dissemina a literatura, que é o Carlos Henrique Schroeder, organizador das últimas edições da Feira do Livro de Jaraguá do Sul, responsável pela formação e pelo lançamento de novos autores jaraguaenses que, por que não acreditar, daqui alguns anos poderão representar o Estado e a cidade em outras feiras do livro espalhadas pelo país.

* Ítalo Puccini - Professor de literatura e escritor.

blogs: www.um-sentir.blogspot.com
www.rabiscosfutebolisticos.blogspot.com

"Suponho que me entender não é uma questão de inteligência, e sim de sentir, de entrar em contato" (Clarice Lispector).

Convocatória: projetos de ocupação para Funarte SP

Publicado em 28 de abril de 2011 Imprimir Aumentar fonte

Funarte convoca artistas a ocupar espaços em São Paulo
A Fundação Nacional de Artes está selecionando projetos artístico-culturais para ocupação dos seus equipamentos em São Paulo no período compreendido entre maio e julho de 2011. As propostas, que deverão ser encaminhadas à Alameda Nothmann, 1058, até o dia 05 de maio de 2011, serão contempladas a partir dos seguintes critérios:
1) ordem de chegada, mediante protocolo de inscrição;
2) conferência de documentação exigida;
3) adequação à disponibilidade física e técnica do espaço;
4) avaliação da proposta, que deverá incluir a apresentação de um espetáculo, bem como ações voltadas para a participação do público na ação cultural, através de oficinas, seminários e workshops.
A presente convocação trata apenas da cessão do espaço pela Funarte, ficando todas as obrigações referentes ao espetáculo por conta dos participantes.
Esclarecemos que, a partir de agosto, a programação respeitará o resultado de editais que serão lançados em maio de 2011.

Mais informações: 11 3662 5177 / comunicacaosp@funarte.gov.br

Revista Internética João do Rio



joaodorio@uol.com.br

"A voz anônima das ruas"

http://www.joaodorio.com