sábado, 23 de julho de 2011
5ª Primavera dos Museus
Estão abertas as inscrições para museus e instituições culturais interessados em participar da 5ª Primavera dos Museus, a se realizar de 19 a 25 de setembro de 2011. As instituições têm até 12 de agosto para inscrever seus eventos na programação. Coordenada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a Primavera dos Museus é realizada anualmente na semana do início da estação. O objetivo é sensibilizar os museus e a comunidade para o debate sobre assuntos da atualidade. ‘Mulheres, Museus e Memórias’ é o tema desta edição. Seminários, exposições, oficinas, espetáculos musicais, de teatro e de dança, mesas-redondas, visitas guiadas e exibições de filmes são alguns dos eventos realizados. As inscrições para a 5ª Primavera dos Museus são feitas no site do Ibram (www.museus.gov.br)
Estação ferroviária de São Bento do Sul/SC terá destinação cultural
Mais um imóvel da extinta Rede Ferroviária Federal passará a ter função cultural. No último dia 30 de junho, a Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em Santa Catarina - Iphan/SC repassou à Prefeitura Municipal de São Bento do Sul/SC a Estação Ferroviária de Serra Alta que será transformada em espaço musical. Após a assinatura do Termo de Cessão entre Iphan e a Secretaria de Patrimônio da União SPU/MPOG, o Iphan assinou com a Prefeitura de São Bento do Sul o Termo de Compromisso repassando o uso do imóvel à municipalidade, que vai implantar o Museu da Música no terreno e garantir o uso da Estação Ferroviária. O imóvel, antes pertencente ao patrimônio da extinta Rede Ferroviária Federal S.A - RFFSA é tombado em nível estadual, e agora será restaurado pela prefeitura para que possa se tornar o novo espaço para manifestações culturais do município.
Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural
O Ministério da Cultura, através da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (SEFIC), publicou no Diário Oficial da União, página 19 e 23, o Edital de Intercâmbio n. 1/2011 que torna pública a realização de processo seletivo de candidaturas ao apoio financeiro para participação em eventos culturais nacionais e internacionais. O Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural tem como finalidade promover a difusão e o intercâmbio da cultura brasileira nas áreas das artes cênicas, das artes visuais, da música, do audiovisual, da memória, do movimento social negro, do patrimônio museológico, do patrimônio cultural, das novas mídias, do design, de serviços criativos, das humanidades, da diversidade cultural e de outras expressões culturais consideradas relevantes pelo Ministério da Cultura.
Leia mais http://www.cultura.gov.br/site/2011/07/08/programa-de-intercambio-e-difusao-cultural-32/
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Fundo Internacional para a Diversidade Cultural
O Brasil tem quatro projetos selecionados para obtenção de recursos do Fundo Internacional para a Diversidade Cultural, instrumento criado pela Convenção da Unesco para a Promoção e a Proteção da Diversidade das Expressões Culturais. De acordo com as regras estabelecidas pelo Comitê Intergovernamental da Convenção da Diversidade Cultural, cada país membro da Convenção podia enviar quatro projetos, sendo dois de organizações governamentais e dois de organizações não governamentais. O Brasil teve os quatro projetos pré-selecionados, sendo, na área de Organizações governamentais, o Projeto para a promoção e acessibilidade das pessoas com deficiência visual e auditiva aos cinemas do Brasil, da Agência Nacional do Cinema e Circulador Afrocultural, da Fundação Cultural Palmares; e na área de Organizações não governamentais, o projeto Cineastas Indígenas do Programa para Crianças, da Associação Vídeo nas Aldeias; e Casa Fora do Eixo, da Associação Caminho das Artes.
Leia mais http://www.cultura.gov.br/site/2011/07/06/fundo-internacional-para-a-diversidade-cultural-3/
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Fundo Nacional da Cultura
A primeira reunião ordinária de 2011 da Comissão do Fundo Nacional da Cultura, realizada dia 05, debateu o orçamento anual do Fundo, a aplicação dos recursos das emendas da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, o novo edital de intercâmbios, a aprovação dos editais lançados em 2010, a proposta para o Plano de Trabalho 2011-2012, além da metodologia de avaliação e alcance de metas estabelecidas. Para este ano, o Fundo terá orçamento de R$ 298 milhões, dos quais 30% serão destinados aos fundos setoriais (Artes Visuais; Circo, Dança e Teatro; Música; Acesso e Diversidade; Patrimônio e Memória; Livro, Leitura, Literatura e Língua Portuguesa; Incentivo à Inovação do Audiovisual; Ações Transversais e Equalização de Políticas Culturais); 40% para o fortalecimento do Sistema Nacional de Cultura através da realização de convênios com estados e municípios; e os outros 30%, para ações consideradas prioritárias pelo Ministério, contemplando investimentos em universidades, estudos, pesquisas e gestão cultural.
http://www.cultura.gov.br/site/2011/07/06/fundo-nacional-de-cultura-4/
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Edital Programa de Bolsas de Tradução e Publicação de Reedições da Biblioteca Nacional
O Ministério da Cultura lançou dia 6 de junho, durante a 9ª Feira Literária Internacional de Parati (9ª Flip), no Rio de Janeiro, o maior prêmio de sua história para a divulgação de obras literárias brasileiras no exterior. A ministra Ana de Hollanda anunciou o edital Programa de Bolsas de Tradução e Publicação de Reedições, da Fundação Biblioteca Nacional, que está disponibilizando R$ 12 milhões, do Fundo Nacional da Cultura, para a divulgação de obras brasileiras no mercado internacional. Ela disse que a participação nas feiras literárias de Frankfurt (Alemanha/2013) e Bologna (Itália/2014), e o Festival Europalia (Bruxelas/2011), onde o Brasil é o país homenageado, são excelentes oportunidades para a divulgação dos livros de escritores brasileiros. O presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim disse que a expectativa no MinC, com este aumento de recursos para apoiar a área, é de triplicar o número de obras nacionais editadas fora do país. Com o novo edital, os investimentos no setor vão mais do que dobrar, passando de R$ 1,303milhões, aplicados na última década, para R$ 12 milhões nos próximos dez anos.
http://www.cultura.gov.br/site/2011/07/07/literatura-brasileira-2/
http://www.cultura.gov.br/site/2011/07/07/literatura-brasileira-2/
FECAM promoverá I Fórum Catarinense de Gestores Municipais de Cultura
A FECAM e o Conselho dos Gestores Municipais de Cultura - CONGESC promovem o I Fórum Catarinense de Gestores Municipais de Cultura, dias 01 e 02 de agosto, em Fraiburgo/SC. O encontro proporcionará a integração das regiões, além de promover o debate das políticas públicas do setor cultural, ampliando o diálogo entre o MINC e as entidades municipais e estadual, com o objetivo de fortalecer as ações de programas já existentes e iniciar futuras parcerias.
Informações: (48) 3221-8800 www.egem.org.br
Informações: (48) 3221-8800 www.egem.org.br
quarta-feira, 20 de julho de 2011
ENTREATOS de 19 a 23 de julho de 2011 em Itajai
O que: Rounin (Teatro) – Coletivo 3ª Margem/Itajaí - LIVRE
Quando: 19/07, terça, às 20h (40 min)
Onde: Bairro São João
Quanto: Gratuito
O espetáculo narra à história de um artista de rua, estátua-viva vestido de samurai, que vê monstros nas paredes das ruas e corajosamente tenta dizimá-los. A luta deste Rounin, anti-herói que transita num universo quixotesco, se passa entre os limites da realidade e loucura, decorrente de sua incapacidade de adaptar-se ou de ser aceito numa sociedade convencional. Rounin é um homem comum, destituído de virtudes em busca de um ato heróico. O espetáculo faz uso de elementos multimídia operados via computador e projetados em ambientes urbanos.
O que: “porque viver?” (Performance)Coletivo 3ª Margem / Itajaí - LIVRE
Quando: 20/07, quarta, às 19h30 (60min)
Onde: Teatro Municipal de Itajaí
Quanto: Gratuito
Sinopse: A projeção ocorre atrás de um pano branco com a interação entre a sombra do performer e a projeção. Uma arma é ligada a um cronômetro que inicia sua contagem em 10 minutos, o performer aguarda mensagens via celular que justifiquem “porque viver?’. A cada mensagem recebida o cronômetro pára por segundos, aumentando a vida da performance. Textos são escritos ao vivo no decorrer da performance.
O que: El Titiritero de Banfield Grupo: Sérgio Mercúrio (Curitiba/PR) – 12 anos
Quando: 20/07, quarta, às 15h (65 min)
Onde: Teatro Municipal de Itajaí
Quanto: Gratuito
Sinopse: El Titiritero de Banfield é um jovem que se criou num bairro que recebia o asfalto com certo receio. El titiritero interpreta a si mesmo. Os títeres com os quais o titiriteiro convive, compartilha e briga são personagens de um bairro. Eles se aproximam do público, recriam na sala um ambiente de bairro, próximo, um espaço de vizinhos; os personagens transitam pela sala como se estivessem no lugar de onde saíram. Os personagens são: Bobi, um jovem cheio de dúvidas, de futebol, de prepotência, de ternura e de verdades, que impõe a proximidade com sua desfaçatez. Cacho, um filósofo de bar; homem adulto, apoiado numa mesa, de onde, em silêncio, compartilha suas verdades. Caca: uma mulher, a Bruxa do bairro; dona de uma trágica experiência amorosa, clama pela atenção de Deus. Há também os tímidos, que viraram machos depois que começaram a freqüentar a academia de ginástica do bairro. O espetáculo não tem personagens bons ou maus. São todos humanos. São títeres também - salvo o titiriteiro, que é um jovem que às vezes contempla o mundo com olhos de criança.
O que: Espetáculo: Pequeno Monólogo de Julieta - Grupo Círculo (Florianópolis/SC) – 14 anos
Quando: 20/07, quarta às 20h (45 min.)
Onde: Navegantes
Quanto: Gratuito
SINOPSE:
Pequeno Monólogo de Julieta é um espetáculo inspirado na clássica tragédia de Shakespeare, Romeu e Julieta. Ao acordar do falso sono de morte em que se encontrava, Julieta encontra seu amado morto e resolve juntar-se a ele em seu suicídio que, a princípio, nunca deveria ter se dado. O espetáculo amplia a dimensão trágica da obra shakesperiana trazendo o tormento emocional em torno da necessidade de um igual ato suicida como resposta amorosa e do qual emergem os profundos conflitos internos da personagem. A peça, contudo, produz uma dúvida: Julieta se mata ou não? Pequeno monólogo de Julieta é um espetáculo que trata dos limites do amor e do ódio e que levanta questionamentos quanto aos valores de vida e de morte, sobretudo quando assentados na implicância social de um suicídio amoroso – o crime passional contra si.
Direção e texto: Christiano de Almeida Scheiner.
Elenco: Gilca Rigotti.
O que: SOTAQUES DO FOLE COM TRUVICA E GRUPO - SONORA BRASIL (Música)
Quando:22/07, Sexta, às 20h (60min)
Onde: Teatro Municipal de Itajaí
Quanto: R$ 1,00 (Inteira) / R$ 0,50 (Comerciário e Meia)
Sinopse:
Truvinca é um sanfoneiro pernambucano radicado no Rio de Janeiro. A fase mais intensa de sua carreira foi nos anos 70 e 80. Foi pandeirista da banda de Zé Calixto, tendo mais tarde, sido lançado à público pelo próprio Zé Calixto e por Anísio Silva, que era proprietário do Forró 66, onde Truvinca atuou durante anos.
O que: Sarau Literário - (Literatura) - LIVRE
Quando: 23/07, sábado, das 11h às 16h (60min)
Onde: Salão Paroquial da Igreja de São João
Quanto: Gratuito
VIAPOESIA – CIRCUITO DE ESPETÁCULOS DA PALAVRA 2011
Sinopse: Encontro onde a Palavra é protagonistas da programação cultural que conta com Cinema (Filme Pelé) , Literatura (performance) e Música (Grupo de Choro Boca de Siri).
Mais informações: (47)3348-9291
Quando: 19/07, terça, às 20h (40 min)
Onde: Bairro São João
Quanto: Gratuito
O espetáculo narra à história de um artista de rua, estátua-viva vestido de samurai, que vê monstros nas paredes das ruas e corajosamente tenta dizimá-los. A luta deste Rounin, anti-herói que transita num universo quixotesco, se passa entre os limites da realidade e loucura, decorrente de sua incapacidade de adaptar-se ou de ser aceito numa sociedade convencional. Rounin é um homem comum, destituído de virtudes em busca de um ato heróico. O espetáculo faz uso de elementos multimídia operados via computador e projetados em ambientes urbanos.
O que: “porque viver?” (Performance)Coletivo 3ª Margem / Itajaí - LIVRE
Quando: 20/07, quarta, às 19h30 (60min)
Onde: Teatro Municipal de Itajaí
Quanto: Gratuito
Sinopse: A projeção ocorre atrás de um pano branco com a interação entre a sombra do performer e a projeção. Uma arma é ligada a um cronômetro que inicia sua contagem em 10 minutos, o performer aguarda mensagens via celular que justifiquem “porque viver?’. A cada mensagem recebida o cronômetro pára por segundos, aumentando a vida da performance. Textos são escritos ao vivo no decorrer da performance.
O que: El Titiritero de Banfield Grupo: Sérgio Mercúrio (Curitiba/PR) – 12 anos
Quando: 20/07, quarta, às 15h (65 min)
Onde: Teatro Municipal de Itajaí
Quanto: Gratuito
Sinopse: El Titiritero de Banfield é um jovem que se criou num bairro que recebia o asfalto com certo receio. El titiritero interpreta a si mesmo. Os títeres com os quais o titiriteiro convive, compartilha e briga são personagens de um bairro. Eles se aproximam do público, recriam na sala um ambiente de bairro, próximo, um espaço de vizinhos; os personagens transitam pela sala como se estivessem no lugar de onde saíram. Os personagens são: Bobi, um jovem cheio de dúvidas, de futebol, de prepotência, de ternura e de verdades, que impõe a proximidade com sua desfaçatez. Cacho, um filósofo de bar; homem adulto, apoiado numa mesa, de onde, em silêncio, compartilha suas verdades. Caca: uma mulher, a Bruxa do bairro; dona de uma trágica experiência amorosa, clama pela atenção de Deus. Há também os tímidos, que viraram machos depois que começaram a freqüentar a academia de ginástica do bairro. O espetáculo não tem personagens bons ou maus. São todos humanos. São títeres também - salvo o titiriteiro, que é um jovem que às vezes contempla o mundo com olhos de criança.
O que: Espetáculo: Pequeno Monólogo de Julieta - Grupo Círculo (Florianópolis/SC) – 14 anos
Quando: 20/07, quarta às 20h (45 min.)
Onde: Navegantes
Quanto: Gratuito
SINOPSE:
Pequeno Monólogo de Julieta é um espetáculo inspirado na clássica tragédia de Shakespeare, Romeu e Julieta. Ao acordar do falso sono de morte em que se encontrava, Julieta encontra seu amado morto e resolve juntar-se a ele em seu suicídio que, a princípio, nunca deveria ter se dado. O espetáculo amplia a dimensão trágica da obra shakesperiana trazendo o tormento emocional em torno da necessidade de um igual ato suicida como resposta amorosa e do qual emergem os profundos conflitos internos da personagem. A peça, contudo, produz uma dúvida: Julieta se mata ou não? Pequeno monólogo de Julieta é um espetáculo que trata dos limites do amor e do ódio e que levanta questionamentos quanto aos valores de vida e de morte, sobretudo quando assentados na implicância social de um suicídio amoroso – o crime passional contra si.
Direção e texto: Christiano de Almeida Scheiner.
Elenco: Gilca Rigotti.
O que: SOTAQUES DO FOLE COM TRUVICA E GRUPO - SONORA BRASIL (Música)
Quando:22/07, Sexta, às 20h (60min)
Onde: Teatro Municipal de Itajaí
Quanto: R$ 1,00 (Inteira) / R$ 0,50 (Comerciário e Meia)
Sinopse:
Truvinca é um sanfoneiro pernambucano radicado no Rio de Janeiro. A fase mais intensa de sua carreira foi nos anos 70 e 80. Foi pandeirista da banda de Zé Calixto, tendo mais tarde, sido lançado à público pelo próprio Zé Calixto e por Anísio Silva, que era proprietário do Forró 66, onde Truvinca atuou durante anos.
O que: Sarau Literário - (Literatura) - LIVRE
Quando: 23/07, sábado, das 11h às 16h (60min)
Onde: Salão Paroquial da Igreja de São João
Quanto: Gratuito
VIAPOESIA – CIRCUITO DE ESPETÁCULOS DA PALAVRA 2011
Sinopse: Encontro onde a Palavra é protagonistas da programação cultural que conta com Cinema (Filme Pelé) , Literatura (performance) e Música (Grupo de Choro Boca de Siri).
Mais informações: (47)3348-9291
Simplesmente Simples
O Coral da UNIVALI, sob a regência do maestro Prof. Normélio Weber, lançou no dia 10 do corrente seu 7º. CD, denominado Simplesmente Simples, que resgata canções antigas e atuais que retratam a simplicidade da vida rural, as coisas simples do cotidiano e que reverenciam nossa pródiga natureza, homenageando as pessoas simples e a exuberância da vida em convívio com um mundo mais natural e de plenitude ambiental.
Os interessados podem adquirir o CD na Livraria da UNIVALI/Itajaí (Email: editora@univali.br; Fone: 47 3341-7645) ou através do site http://siaiapp18.univali.br/Versa/lstDetalhaProduto.aspx?pid=20210
Os interessados podem adquirir o CD na Livraria da UNIVALI/Itajaí (Email: editora@univali.br; Fone: 47 3341-7645) ou através do site http://siaiapp18.univali.br/Versa/lstDetalhaProduto.aspx?pid=20210
...DIA DO AMIGO...

AFINIDADE
A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
O mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,
o diálogo, a conversa, o afeto, no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo sobre o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois
que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples
e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos
fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavra.
É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com.
Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo.
É olhar e perceber.
É mais calar do que falar.
Ou quando é falar, jamais explicar, apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por.
Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo.
Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.
Compreende sem ocupar o lugar do outro.
Aceita para poder questionar.
Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Só entra em relação rica e saudável com o outro,
quem aceita para poder questionar.
Não sei se sou claro: quem aceita para poder questionar,
não nega ao outro a possibilidade de ser o que é, como é, da maneira que é.
E, aceitando-o, aí sim, pode questionar, até duramente, se for o caso.
Isso é afinidade.
Mas o habitual é vermos alguém questionar porque não aceita
o outro como ele é. Por isso, aliás, questiona.
Questionamento de afins, eis a (in)fluência.
Questionamento de não afins, eis a guerra.
A afinidade não precisa do amor. Pode existir com ou sem ele.
Independente dele. A quilômetros de distância.
Na maneira de falar, de escrever, de andar, de respirar.
Há afinidade por pessoas a quem apenas vemos passar,
por vizinhos com quem nunca falamos e de quem nada sabemos.
Há afinidade com pessoas de outros continentes a quem nunca vemos,
veremos ou falaremos.
Quem pode afirmar que, durante o sono, fluidos nossos não saem
para buscar sintomas com pessoas distantes,
com amigos a quem não vemos, com amores latentes,
com irmãos do não vivido?
A afinidade é singular, discreta e independente,
porque não precisa do tempo para existir.
Vinte anos sem ver aquela pessoa com quem se estabeleceu
o vínculo da afinidade!
No dia em que a vir de novo, você vai prosseguir a relação
exatamente do ponto em que parou.
Afinidade é a adivinhação de essências não conhecidas
nem pelas pessoas que as tem.
Por prescindir do tempo e ser a ele superior,
a afinidade vence a morte, porque cada um de nós traz afinidades
ancestrais com a experiência da espécie no inconsciente.
Ela se prolonga nas células dos que nascem de nós,
para encontrar sintonias futuras nas quais estaremos presentes.
Sensível é a afinidade.
É exigente, apenas de que as pessoas evoluam parecido.
Que a erosão, amadurecimento ou aperfeiçoamento sejam do mesmo grau,
porque o que define a afinidade é a sua existência também depois.
Aquele ou aquela de quem você foi tão amigo ou amado, e anos depois
encontra com saudade ou alegria, mas percebe que não vai conseguir
restituir o clima afetivo de antes,
é alguém com quem a afinidade foi temporária.
E afinidade real não é temporária. É supratemporal.
Nada mais doloroso que contemplar afinidade morta,
ou a ilusão de que as vivências daquela época eram afinidade.
A pessoa mudou, transformou-se por outros meios.
A vida passou por ela e fez tempestades, chuvas,
plantios de resultado diverso.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças,
é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas,
quantos das impossibilidades vividas.
Afinidade é retomar a relação do ponto em que parou,
sem lamentar o tempo da separação.
Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas a oportunidade dada (tirada) pela vida,
para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais,
a expressão do outro sob a forma ampliada e
refletida do eu individual aprimorado.
(Arthur da Távola)
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